Castilho nasceu numa família amante das letras. Cegou na puericía mas não deixou de aprender, ensinar e escrever para o que contou com o fervoroso apoio de Augusto Frederico, o irmão que foi “os seus olhos, os seus passos, as suas mãos”. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, já depois de ter entrado na faina literária. Responsável pelo desencadear das polémicas, Bom Senso e Bom Gosto e Questão Faustiana, contou com o apoio de Camilo que no entanto não deixou de lhe morder os calcanhares sempre que lhe aprouve ou entendeu. Camilo, que sempre utilizou a epistolografia como uma manifestação literária, escreveu destemperadamente à cerca deste e daquele, lamentando-se dos problemas de dinheiro e dos achaques que o afligiam. Ler as cartas que trocaram é entrar num dos panoramas fascinantes do Portugal oitocentista.
V.W.
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